Volúvel ou velho?

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Inspirada em Mário Sérgio Cortella, fiz uma pergunta dia desses no meio de um grande encontro com muitas pessoas (a maioria, profissionais das áreas de saúde, educação, comunicação e meio ambiente).

 

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A uma certa altura, um cidadão, no alto de seus 58 anos, se achando já amadurecido o suficiente, pronto o suficiente, culto o suficiente, tinha, na ponta da língua, tantas certezas quanto eu tinha de dúvidas! rsrs (aliás, tinham vários cidadãos, ali, naquele momento, expondo de forma tão taxativa suas certezas….)

Um dos objetivos era o de discutir uma determinada problemática e elencar uma série de possíveis soluções. No mínimo, tentativas de redirecionamentos ao que se mostrava ineficaz… e o desenvolvimento de novas ações educativas que pudessem mexer mais com o pré-concebido, motivar a revisão de pré-conceitos, no universo social.

Uma discussão boa, acalorada, com gente interessada. Amo participar desse tipo de coisa….

Mas, como tenho lidado de maneira cada vez mais próxima com o universo da longevidade (de como vamos ficando com os anos…. imaginando que devemos, apesar de mais vivência, exercer mais tolerância, menos rispidez, saber ouvir o outro com atenção verdadeira, estar sempre apto a desaprender para aprender diferente, ou melhor… ) não resisti.

Lembrei do filósofo Mário Sérgio Cortella, pedi licença, e soltei a seguinte pergunta/reflexão:

 

question-mark-460862_640– Creio que podemos, ou devemos, em alguns momentos na vida, nos fazer a seguinte pergunta…

“SOU VOLÚVEL OU VELHO?
Adotar todas as mudanças é ser volúvel!
Recusar todas é ser velho!
Portanto é preciso equilibrar essa condição.”

 

*** Um silêncio momentâneo chegou a me gelar…. Pensei: será que essa provocação não veio em boa hora?!…. Felizmente, na sequência, o ambiente se tornou extremamente salutar. Trocamos impressões – cada um querendo fazer seu relato dos achismos e, não mais de suas ‘certezas’….

(aliás, como não gosto muito da palavra ACHO… prefiro sempre conduzir exposições, iniciando com:

……. “PENSO que…. Mas, adoraria OUVIR opiniões…”

bjs

linamenezes@fazmuitobem.com

 

 

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