Síndrome Pós-Poliomielite

O último caso de poliomielite diagnosticado no Brasil foi em 1990. Esse controle é creditado à vacina oral (VOP), que todos conhecem como Sabin, de vírus atenuado (criada pelo cientista americano Albert Sabin na década de 1950).

O Zé Gotinha, personagem veiculado às campanhas vacinais, já cumpriu seu papel. O que muitos ainda não sabem é que o mais adequado a partir de agora (no calendário oficial desde 2012) é adotar uma outra vacina contra a poliomielite, a injetável (VIP), com vírus mortos, criada por outro americano, Jonas Salk.

Isso vem sendo informado pela médica dra Lúcia Bricks, que já fez parte da Comissão Permanente de Assessoramento em Imunizações da Secretaria de Estado da Saúde do Estado de São Paulo há tempos. O motivo – lembro-me bem de uma explicação do dr Renato Kfouri, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações – é que esse vírus da vacina oral está apenas atenuado. O que significa? que ele pode sofrer mutação e tornar a ficar ativo.

E?… há brasileiros, hoje, adultos, que sofrem da chamada Síndrome Pós-Poliomielite, paralisia associada aos vírus vacinais e circulantes derivados da vacina oral.

 

Síndrome Pós-Poliomielite.

Ou seja, uma pessoa que tomou as gotinhas enquanto criança pode ter efeitos tardios da Poliomielite. Aos 30, 40 anos de idade, a pessoa pode começar a sentir dor, ter atrofias musculares, ficar intolerante ao frio, sentir-se ansiosa, cansada e deprimida.

 

São muitos casos?

Em geral não. Mas, primeiro: quem tem a síndrome enfrenta muitas dificuldades, muda a vida de uma hora pra outra, muitos deixam de trabalhar, passam a depender de outros, tem grandes prejuízos; e ainda: se já existe uma vacina capaz de prevenir a doença e evitar a SPP, qual a razão de manter o risco?

Quem se interessar ou precisar pode buscar informação, ajuda, enfim, numa entidade que congrega médicos, profissionais de saúde, pacientes, familiares. É a ABRASSP (Associação Brasileira de Síndrome Pós-Poliomielite), que fica em São Paulo, mas pode ser acessada pelo site: www.abraspp.org.br

 

Transmissão e sintomas:

A Poliomielite é doença contagiosa, transmitida por secreções respiratórias ou contato com água e alimentos contaminados, pois uma pessoa infectada pode transmitir a doença pelas fezes que pode contaminar o solo, a água, o meio ambiente – principalmente onde não há bom ou nenhum saneamento básico. Os sintomas como febre e dor de cabeça confundem-se com outras infecções. Só depois de alguns dias que a pessoa infectada começa a apresentar flacidez, um diferencial da doença. As pernas ficam fracas e começam a atrofiar. E dependendo do local que a infecção atinge a medula pode matar a pessoa.

 

* Não estamos livres da Poliomielite. Mantemos comércio com várias nações e recebemos no país gente do mundo todo. Daí é fundamental manter as crianças imunizadas.

 

Publique aqui um comentário, dúvida ou sugestão