Simone Du Beauvoir: um ícone

Admiro Simone Du Beauvoir e li praticamente tudo que escreveu. Nascida em Paris foi da burguesia até seu avô falir e ficar na pobreza com a família. Seu pai, Georges, costumava dizer às duas filhas: “Vocês, meninas, nunca vão se casar porque não terão nenhum lote”.

Com Simone, que sempre foi estudiosa, seu pai afirmava: “você pensa como um homem!” e lhe passou o amor pelo teatro e pela literatura. Ele estava convencido de que somente o sucesso acadêmico poderia tirar as filhas da pobreza. Hélène, a irmã mais nova, tornou-se uma pintora. E Simone, que morreu em 1986, foi escritora, filósofa existencialista e feminista francesa.

Escreveu romances, monografias sobre filosofia, política, sociedade, ensaios, biografias e uma autobiografia.

E foi em 1929, na Sorbonne, quando Simone fez uma apresentação sobre o filósofo, cientista e matemático Gottfried Wilhelm Leibniz que conheceu, dentre vários jovens intelectuais, o maior amor de sua vida: Jean-Paul Sartre (mas essa é uma história para outro post…).

 

Sobre o tema do envelhecimento humano Simone du Beauvoir alertou:

“Paremos de trapacear, o sentido de nossa vida está em questão no futuro que nos espera; não sabemos quem somos se ignorarmos quem seremos: aquele velho, aquela velha, reconheçamo-nos neles. Isso é necessário se quisermos assumir em sua totalidade nossa condição humana. Para começar, não aceitaremos mais com indiferença a infelicidade da idade avançada, mas sentiremos que é algo que nos diz respeito. Somos nós os interessados.”

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