Na alma da metrópole!

Convido todos a conhecerem um blog incrível: ‘Na alma da metrópole’, que faz parte do Móbile na Metrópole, um projeto que envolve a participação de alunos e professores do 2o ano do Ensino Médio da Escola Móbile, com o objetivo de diversificar os olhares sobre a cidade de São Paulo.

Para meu orgulho (de mãe e admiradora!) hoje publico um texto alertando sobre a complexa questão do lixo nas grandes cidades, de autoria de minha filha Sofia Menezes Rodrigues – a Sofi Rodrigues! 

 

 

Lixo. Um assunto tão batido que você, meu caro leitor, já  deve achar que domina-o. Mas será mesmo? Um senso comum que temos (e acreditamos que fazemos) é a reciclagem. Jogar o lixo no lixo, o plástico na lixeira vermelha e o metal na amarela parecem coisas de jardim de infância. Mas 18.000 toneladas de lixo são geradas por dia na cidade de São Paulo e apenas 4% são recicladas.

Como todo paulistano já deve ter presenciado, jogar um papelzinho de bala no chão não é mais grande coisa. E posso dizer com convicção, que ao chegarmos a esse ponto, a situação está  crítica. Mas não pelo fato, já  discutido por quase todos da cidade, das enchentes, da poluição (não que seja desimportante, porém, venho aqui dizer a você uma outra maneira de entender o lixo), mas, sim, por ele representar uma parte da nossa identidade.

Aquele chocólatra, que mora a três quarteirões, não passa uma semana sem a embalagem de um Twix em seu lixo, nem aquela que procura emprego no jornal deixa de jogá-lo todo riscado nos mais interessantes trabalhos. Assim, percebe-se que nada do que jogamos fora é por acaso, já que o lixo é proveniente daquilo que gostamos e para consumir, geralmente, temos que apreciar.

Assim, a identidade, por mais que seja uma criação de nossas cabeças e formulação da imagem que queremos mostrar para o mundo, se baseia nos nossos gostos e desgostos e, consequentemente, no lixo que descartamos. Por isso, meu caro leitor, deixo uma reflexão a você: pense naquilo que você anda descartando nas ruas ou não reciclando, na parte da sua identidade, que, mais do que nunca, está agora sendo levada pelo vento frio que o inverno traz e se perdendo nesta multidão de lixo que a cidade oferece ou até mesmo não podendo ser transformada em algo novo pelo seu ego inconsciente de não deixar que outro cidadão, como você, adicione (e descarte novamente) uma parte de sua identidade. E depois, não esqueça de mudar sua relação com o lixo, porque ter nojo dele é ter nojo de si próprio.

Sofi Rodrigues

 

 

nois-do-mnm

Gabi Dicker, Gabi Ramadan, Sofi Rodrigues e Noélly Flor, em ordem, da esquerda para a direita. As lindas idealizadoras do blog ‘Na alma da metrópole’

Anotem o endereço do blog ‘Na alma da metrópole’ e passe a seguir!! Valeu! Obrigada!!

https://mnm152bg6.wordpress.com/

https://instagram.com/naalmadametropole/

Publique aqui um comentário, dúvida ou sugestão