A morte há de nos ensinar….

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Quero me arrepender cada vez menos de não ter feito, não ter experimentado, não ter vivenciado, não ter permitido, não ter dançado, não ter viajado, não ter sido feliz…

 

E cada vez que perco um amigo nessa vida (como o jornalista Paulo Roberto Leandro hoje… que descanse em paz), mais repenso.

 

Atordoados vamos ficando na saga enlouquecida do cotidiano.

E o tempo – que jamais volta – parece acelerar num ritmo maior que a nossa capacidade de alcance.

 

É dominante a sensação de estarmos sempre em busca de algo. Cada qual com suas muitas metas. E na trajetória, não raras vezes, nos deparamos com momentos em que nem sabemos mais os motivos da batalha. Apenas acordamos, comemos, dormimos… e repetimos nesta ordem no seguinte dia….

 

Não é, creio, apenas burrice ou curteza… que desencadeia esse processo de morrer todo dia um pouco, sem se dar conta disso.

 

Mas a morte, pra mim, escancara que essa vida é única. E à essa oportunidade devemos nossa atenção, agradecimento, dedicação e eficácia. E se acrescentarmos uma dose de generosidade, bondade e sensibilidade… muito capaz será de não nos perdermos no atropelo (que faz os dias partirem sem grandes histórias a serem rememoradas e curtidas).

 

A morte – exaustivamente reconhecida como a única certeza da vida – me surpreende sempre. Pois me causa náuseas e reviravoltas. Dor, tristeza, inconformismo. Solidariedade e um profundo respeito pela vida. E muita, muita saudade.

 

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É com saudade que lembro já de Paulo Roberto Leandro que foi meu chefe na tv Globo, que foi meu amigo, e que, reencontrei, pelo facebook há certo tempo. Uma pessoa gentil, um jornalista de mão cheia, um cidadão que deixa muitas histórias…

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