ILPIs precisam de ajuda!

Oi! Quero compartilhar com vocês! E saber o que pensam….

Acompanhei hoje pela manhã a reunião técnica da Comissão do Idoso da Câmara dos Deputados, coordenada pela deputada Carmen Zanotto. Participação online por quatro horas de autoridades, deputados e convidados profissionais especialistas como a Yeda Duarte, de São Paulo. 

Foco principal – o auxílio urgente às ILPIs (Instituições de Longa Permanência para Idosos). Já há mortes por Covid-19 tanto em públicas quanto em privadas. 

Num país heterogêneo como o nosso são muitas as ILPIs (antigos asilos) que sobrevivem por doações de pessoas físicas. Mas que neste contexto de pandemia, de afastamento social, de incertezas, também as doações foram estancadas.

Se já eram precárias, atualmente, muitas dessas casas que abrigam idosos fragilizados e com comorbidades estão à míngua. Faltam além de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), também profissionais da linha de frente – muitos estão se afastando do trabalho por suspeita de estarem contaminados, faltam recursos – em algumas – até para manter a alimentação básica dos moradores, para aquisição de fraldas geriátricas, de materiais de higiene e limpeza.

As ILPIs não são instituições de saúde. Mas, neste momento, abrigam o maior grupo de risco para o coronavírus. As pessoas idosas – pais, mães, avós, irmãs – que tem nas camas dessas instituições seus lares. 

Se antes muitos já viviam isolados de seus familiares, hoje necessitam do olhar e da ação de todos: governo, iniciativa privada, academia, sociedade. 

Na reunião técnica de hoje muitas propostas: desde revisão de leis a implementação de um modelo híbrido (Assistência Social e Saúde); adequação da portaria referente aos recursos de Serviço de Proteção a Emergências e Calamidades para poderem também contemplar ILPIs; atualização do cadastro das instituições pelo país; criação e disponibilização de protocolos de orientações para os profissionais e gestores dessas casas; disponibilização de testes para todos nas ILPIs – moradores e profissionais para contenção da contaminação; reflexões sobre a importância de compreendermos o envelhecimento de forma transversal, ou seja, deve estar presente em absolutamente todas as áreas. Etc etc etc. 

Certamente é real a possibilidade de avanços importantes desencadeados pela própria pandemia, dada a necessidade de unir-se esforços e agentes. Porém, a situação é tão crítica que é preciso partir pra ação com agilidade máxima! Claro que o ideal é ouvir a todos, especialmente os gestores e profissionais que atuam no universo das ILPIs e do Envelhecimento. Porém que sejamos rápidos na liberação de recursos efetivos e que cheguem na ponta: o estabelecimento chamado ILPI. Desburocratizar é a palavra de ordem. Os idosos não podem esperar. As ILPIs precisam de ajuda. Imediata. 

Cabe a todos nós correr contra o tempo. Após vencermos, juntos, essa pandemia, faremos balanços, reuniões, discussões, planilhas para planejar melhor políticas públicas, gestão privada, regularização profissional, supervisão eficaz das boas práticas, treinamento e qualificação continuada e tantas outras questões essenciais para um programa universal de cuidados.

Aliás, penso que nosso envolvimento hoje com o que nos for possível – que começa no nosso entorno, no bairro em que estamos inseridos – também pode resultar numa condição mais digna para amanhã, num futuro em que seremos nós os idosos. 

Por isso, acredito que ainda que precisemos de ações globais (federais, estaduais e municipais) podemos exercer cidadania e solidariedade no gesto nosso de cada dia. E nesse processo toda doação é bem-vinda: carinho, recursos financeiros, máscaras… E se fica na dúvida de como você pode ajudar, ligue pra ILPI perto de sua casa e pergunte: o que vocês mais precisam hoje?

linamenezes 7abril2020

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