Grupo APOIO comemora 5 anos fazendo o bem!

 

Uma coisa fantástica nesta vida é a oportunidade que temos de conhecer pessoas que fazem a diferença, que nos ensinam que sempre é possível fazer o bem.

 

Eu sou uma privilegiada. Conheci três mulheres incríveis: Maria Elizabeth Buenos Vasconcellos, Claudia Vallone Silva e Marcia Chorro. São professoras líderes do grupo Apoio que comemorou, sábado, 15 junho, cinco anos de atividades oferecendo cursos para cuidadores (familiares e profissionais).

 

 

 

A iniciativa surgiu quando Beth precisou cuidar do pai (que esteve presente na cerimônia) e teve de aprender como fazê-lo com qualidade. As dificuldades encontradas incentivaram as amigas a capacitarem pessoas.

 

Desde então, quatro mil pessoas passaram pelo Curso de Cuidador que elas ministram na Câmara Municipal de São Paulo em função de uma parceria com o vereador Gilberto Natalini, médico e incentivar da causa.

 

 

 

O curso é gratuito e abrangente. Respeita os critérios rígidos da saúde bem como tem a premissa essencial de humanização ao prestar apoio especialmente a pessoas idosas em condição de fragilidade.

Emoção ao comemorar

Foi um sábado de muito frio. Nem o vento gelado foi capaz de afastar as pessoas que foram prestigiar a comemoração de aniversário do grupo Apoio. O esforço e o empenho dedicado de forma voluntária pelas profissionais foram reconhecidos nos aplausos e nos agradecimentos.

 

 

 

 

 

 

 

Teve, inclusive, bolo de comemoração, também servido aos presentes.

 

 

E dança, com o pessoal da Unibes, para alegrar o dia de festa!

 

 

 

 

 

 

Natalini fez questão também de passar para cumprimentar todos e referendar a importância de aprendermos a cuidar num país cada vez mais longevo.

 

 

 

 

Beth, Claudia e Marcia fizeram várias homenagens. Agradeceram aos parceiros, às famílias, ao público participante.

As empresas e empreendedores parceiros do grupo Apoio, além de exporem produtos e serviços, fizeram diversos sorteios para o público.

 

A manhã teve direito ainda a um depoimento emocionado de Luciana Feldmann, assessora do vereador, e que fez o papel de mestre de cerimônia, ao falar sobre a importância do trabalho do grupo Apoio ao enfatizar que ela mesmo aprendeu muito com o curso e praticou todos os ensinamentos ao cuidar da avó, sua ‘grande mãe’, que faleceu há pouco tempo e já lhe faz muita falta.

 

 

E eu tive a felicidade de participar de momento tão importante. E com a incumbência de falar sobre o tema Diretivas Antecipadas de Vontade (Testamento Vital) ao abordar a Morte Digna. Um bate-papo informal voltado para sensibilização da questão sobre a importância de refletirmos sobre a finitude e passar a tomar atitude ao exercer o direito de decidirmos o que queremos, ou não, que façam conosco, no fim da vida, quando porventura não tivermos mais condições de manifestar nossa vontade.

Apesar da aridez do tema num momento de comemoração, creio que a morte faz parte da trajetória da vida e portanto faz parte do ato de cuidar: o cuidado que toda pessoa merece também no fim da vida.

 

Um dos desafios, salientado por uma cuidadora familiar presente,  foi sobre como abordar a questão com a pessoa idosa frágil. ‘Não há receita de bolo, disse. Facilita, contudo, com disposição e sensibilidade, procurar extrair do interlocutor seus principais temores e desejos. E as respostas, certamente, estarão impregnadas de valores que ajudarão na percepção.’

 

 

 

Muitos não conheciam sobre as Diretivas Antecipadas de Vontade. Mas tive uma boa surpresa ao saber que dona Lidia Nadir Giorge decidiu, há tempos, em 1996, que quando morrer gostaria de doar o ‘corpo inteirinho’- como faz questão de mencionar – à pesquisa acadêmica de medicina. E correu atrás e formalizou em documento.

 

 

 

E dona Akemi Hideshima emocionou-me ao dizer que estava ali em busca de informação e conhecimento para viver mais, melhor, ajudar os outros e quando chegar o momento de partir desta vida seguir em paz, sem prolongar o que não deve ser esticado.

 

Senhoras formidáveis que já passaram dos 70 anos de vida e que continuam a nos ensinar.

 

 

Lina Menezes 15/06/2018

 

 

 

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