Finitude: do desconforto ao riso

Em reunião que conduzi nesta semana conversando sobre finitude, no primeiro momento: grupo tímido desviando o olhar.

Segundo momento: as pessoas foram compreendendo o tema e desconstruindo uma couraça cultural e a maioria reconheceu que gostaria de falar sobre seus medos e, principalmente, sobre o medo de morrer.

Em duas horas de palestra/workshop o que mais ouvi: ‘não quero ser um peso para minha família’, ‘nunca havia pensado em organizar minhas finanças e documentação’, ‘não quero jamais ser mantido vivo por máquinas se não tiver mais jeito de viver bem’, ‘meu maior medo é sofrer de dor e falta de ar na partida’, ‘como faço para ser doadora de órgãos? assim não morro em vão, posso ajudar gente que precisa’, ‘não conhecia nada sobre Diretivas Antecipadas de Vontade e Testamento Vital’, ‘quero ouvir a música que adoro na hora da partida’, ‘que rufem os tambores e mantenham o humor, estou indo para uma melhor’….

Sim, depois de algum desconforto e choros iniciais, rimos um bocado juntos. A coragem de se expor foi deixando tudo mais leve…

Ao final, discussão rica e motivadora, primeiro passo para quebrar paradigmas.

Como sempre agradeci e agradeço a oportunidade. Aprendi muito. Emocionei-me com a emoção do grupo e com a incrível possibilidade e oportunidade real de nos transformarmos por meio do conhecimento.

E você?

 

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