Felicidade: dá tempo?!

 

Entrevistei essa semana, para meu livro, uma pessoa de 88 anos. Ela me disse: ‘não fui alfabetizada. Por isso, estou aprendendo agora, e isso anda me fazendo feliz!’…

E eu fiquei a pensar no conceito de felicidade e tempo.

Sempre é tempo de fazer algo com que sonhamos. De mudar uma condição para explorar novas possibilidades de realização. De se reinventar na busca de ser mais inteiro. De ousar para viver o sentimento pleno. De experimentar novas experiências para não haver arrependimentos. De viver, com intensidade e autenticidade.

Não importa a idade que se tenha. Ainda que, claro, a ciência da finitude deve motivar nossa capacidade de sermos mais corajosos e de tomar decisões com a sinceridade que devemos à nós mesmos nesta vida. E isso dá muito mais sentido à vida.

A clareza de que somos finitos impõe uma sensação de urgência – que, por vezes, pode até causar certo caos mas, imperativamente, faz muito bem porque, no mínimo, desestabiliza nossas certezas.

E, ao reler, ‘Todos os homens são mortais”, livro de Simone de Beauvoir, corroboro o pensamento sobre a importância de assim o ser… pois ela procura demonstrar que a vida faz sentido exatamente porque um dia vai acabar. Entende?!!

Por isso, vivamos. Intensamente. E com uma pitada de inconformismo para que possamos buscar tentar, sempre, ser feliz, ser mais feliz!… Ainda que isso desequilibre, às vezes, para equilibrar de novo à frente… e isso sucessivamente…

(ouvir minha entrevistada, com tamanha atenção, está me fazendo repensar meus medos, minhas dúvidas, questionar minhas certezas… E quer saber?!…. Isso está me fazendo muito bem!!)

 

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