Passeio: emoção no Mosteiro de São Bento!

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Um convite inusitado: assistir, com meu amigo-irmão, o escritor José Santana Filho, a missa das 10h no Mosteiro de São Bento, área central de São Paulo. Há muitos anos não entrava nesta igreja que tem mais de 400 anos de história. Topei na hora.

 

Mas a aventura começava às 09h15 quando, de carro, fomos até a estação de metrô Fradique Coutinho, linha amarela (nova e muito eficaz). Há muito também não andava entre as estações.

Descemos, de uma baldeação, na estação São Bento, a passos da igreja. Como sempre, no portão de entrada, pessoas deitadas com cobertores que os protegiam do frio numa manhã nublada.

 

Lotada de fiéis e curiosos, a missa já iniciada ecoava num pé direito altíssimo, reverberava entre vitrais de cor e luz. Encaixei-me num vão para tentar enxergar o altar, maravilhoso. Uma sensação imediata tomou-me corpo e alma. E lágrimas pularam naturalmente dos meus olhos, deixando-me constrangida entre gente sentada e em pé, ocupando cada milímetro espaço.

Não foi tristeza que acometeu meu coração. Foi uma tranquilidade diferente. Senti a presença de meu pai ali, como a me olhar naquele clima na casa de Deus, com o som de vozes orando e um canto gregoriano entoando a fé.

Gratidão…. foi o sentimento predominante em mim. Por vários instantes fiquei absorta a agradecer pela minha vida, pela família e amigos que me aconchegam. Fiz pedidos…. de proteção, de iluminação das decisões…… por saúde, paz e amor.

 

E, de quando em quando, meu olhar procurava no meio a tanta gente, e se tranquilizava ao trombar com o olhar do meu amigo San que, ao perceber minha leve apreensão, meio que consentia com a cabeça e esboçava um sorriso….. Eu, tranquila, daí, postava-me de novo a olhar a cerimônia a correr….

 

 

 

Gentilezas

Uma senhora, com folheto na mão e voz firme a rezar, sabia a missa ‘de cor’…. insistiu comigo: deixou-me à frente dela para que eu pudesse enxergar melhor tudo o que ocorria. No momento dos cumprimentos deu-me um sorriso, um beijo e um longo abraço. Foi muito bom. E partimos a cumprimentar os demais no entorno.

Dei minha contribuição às senhoras que passaram com a sacolinha da caridade…. pensei nos insumos aos que, na condição de miséria, recorrem ali, semanalmente, à busca de acolhida.

No momento da Eucaristia (bem lembrado por San) eu, sem pestanejar, e com uma alegria peculiar, entrei na fila e comunguei. Senti que podia fazê-lo. E agradeci, de novo.

 

 

Fila dos bolos

Santana, meu querido amigo de programas pela fé, levou-me à fila dos bolos. Tudo via, com atenção, pela primeira vez. Há momentos em que estamos mais preparados a participar de determinadas situações. Compramos o bolo mais tradicional, feito pelas mãos dos próprios beneditinos: o Dom Bernardo, com amêndoas , gengibre, chocolate, conhaque (dose generosa, aliás… rs). Embalado numa caixa redonda também é uma saborosa e gentil sugestão para presentear (mas, não é barato: este custou R$ 65,00, é como uma contribuição à infra da igreja).

Brunch

Sempre no último Domingo de cada mês, o movimento no Mosteiro aumenta muito. É quando eles abrem as portas de seu refeitório monástico aos visitantes. O Brunch é um sucesso. Com sofisticadas iguarias dos monges e da gastronomia de grandes chefs de cozinha de São Paulo, o brunch do Mosteiro tem atraído cada vez mais gente.

O evento é regado também por atrações de música clássica e contemporârea e exposições de arte sacra barroca e contemporânea.

Para aquisição do ingresso, deve-se ligar e reservar por telefone: (11) 2440-7837.

 

 

Canto gregoriano

Belíssimo. Ouvi de olhos fechados, em vários momentos, durante a missa. É possível fazer um curso de Canto Gregoriano. É gratuito. Interessados podem fazer uma primeira visita ou iniciar o Curso em qualquer época do ano!
Outras informações podem ser obtidas pelo email: gregoriano@gmail.com ou pelo telefone: (11) 3328-8799.

 

 

No metrô

 

Ao ver um símbolo de uma bicicleta no chão do metrô, perguntei a San se sabia quando e como era permitida a entrada de bike no transporte público. Ele me mostrou um cartazete que recomendava o ciclista sempre avisar um segurança do metrô para ser liberada a entrada na catraca; e que durante a semana, o ideal era viajar sempre no último vagão.

Eis que, apesar do pouco movimento de um domingo pela manhã, lá estava um ciclista com sua bike não desmontável no mesmo vagão que o nosso. Funciona.

 

Um trecho da missa….

Se você nunca foi a uma missa no Mosteiro São Bento, recomendo… Muita energia, sensação boa…. Vi e ouvi alguns comentários de pura fé. E de outros, olhares extasiados pela beleza admirada como atração turística por quem, de fora, vem conhecer os encantos de uma metrópole como São Paulo.

 

 *** Eu e San já fomos visitar, além do Mosteiro São Bento, o Templo budista Zu Lai. Agora estamos a pensar o próximo destino………..

6 Responses

  1. Mara

    Adorei a matéria, moro tão perto, vou sempre que posso a pé até lá, aos sábados. Mas nunca assisti a missa. Fiquei com vontade de ir agora! Obrigada!

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  2. Ana Paula Lieb

    Me recordei das vezes que estive no Mosteiro de São Bento com o meu Pai. Ele me ensinou a apreciar a beleza do som dos cantos gregorianos. Saudades eterna desse meu companheiro e de ir até esse lugar mágico. Foi delicioso ler seus comentários e recordar de momentos vividos.

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