Delicadezas da alma…

 

Cá a pensar
como se devaneios
fossem apenas
delicadezas da alma.

Invadem o farol
não esperam abrir
e surgem, de uma vez só,
no campo orvalhado.

Sinal dos tempos
da vida
que se quis
daquela estrada
já percorrida
das fronteiras
que se armam
insistentes
robustas
provocantes
desobedientes
de sol a sol
interligando fatos e sonhos.

O pensamento voa
dá rasantes
se enrosca em atalhos
tantos quantos
nossa mente
capaz
acelera
em refúgios
vãos.

Do silêncio,
vagalumes surgem
zanzando em vazios
preenchendo histórias
alegrando contornos
dos corpos
que vagam
deliciosamente
perdendo
a hora.

linamenezes 15out15

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