A 1a Declaração Universal de Igualdade de Gênero da UNESCO

 

A Igualdade de Gênero é um desafio imenso, no Brasil e no mundo.

Por aqui, temos conquistas mas uma trajetória ainda longa a caminhar. A mulher, que representa 51,3% da população brasileira, está cada vez mais no mercado de trabalho. Porém, ganha menos da metade, na média, do que o homem. Seja na mesma função, seja por falta de oportunidades de ascender na carreira. Vemos, não raras vezes, mulheres (são mais estudadas que o homem) que, em situações veladas, são alijadas de promoções ainda que tenham potencial, talento e evidências para postos de liderança.

Avançamos em áreas como a proteção da vítima e punição do agressor, que garante a Lei Maria da Penha. Porém, ainda lidamos com dificuldades em implementá-la, de fato, em todo o país, e nos deparamos com um quadro lamentável: 4 em cada 10 mulheres são vítimas de violência doméstica.

Ainda que tivemos uma mulher no mais alto cargo público presidindo o país, temos um número muito pequeno de representatividade feminina nas atividades políticas, econômicas e culturais.

Há países, entretanto, em que a mulher é impedida até de estudar. Ou ser proprietária de um imóvel. É considerada de menos valor que o homem. Atrocidades são cometidas em nome da perpetuação de regimes culturais, hábitos e costumes.

Por mais que seja grande a heterogeneidade entre os países, uma iniciativa ambiciosa já está em andamento: a criação da Declaração Universal de Igualdade de Gênero da UNESCO. A responsabilidade pela elaboração está a cargo de uma equipe liderada pelo médico e professor Rui Nunes, que preside a Associação Portuguesa de Bioética, e que venceu um concurso público internacional que envolveu 120 países.

Te convido a assistir minha entrevista com o professor Rui Nunes:

 

*** Você pode acompanhar aqui pelo site as etapas do desenvolvimento da proposta da Declaração Universal de Igualdade de Gênero. Em janeiro, tão logo o documento seja disponibilizado para discussão pública, divulgarei o link de acesso para que todos possam ter conhecimento e participar desse movimento no avanço dos Direitos Humanos.

 

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