18 de fevereiro: Dia Internacional da Síndrome de Asperger

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Crianças com dificuldade de socialização, linguagem rebuscada para a idade, atos motores repetitivos (tiques) e interesses muito intensos e limitados apenas por um ou poucos assuntos podem ser portadoras da Síndrome de Asperger.

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O primeiro trabalho sobre a síndrome foi feito pelo psiquiatra e pediatra austríaco Hans Asperger, mas permaneceu praticamente desconhecido. O reconhecimento internacional ocorreu somente em 1994, quando foi incluída pela primeira vez no DSM (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders), o manual de diagnóstico e estatísticas de transtornos mentais, organizado pela Associação Americana de Psquiatria.

A partir de 2013, a síndrome de Asperger deixa de ter essa denominação e passa a ser classificada no DSM como uma forma branda de autismo – uma recomendação que deverá ser mundialmente adotada.

Diferentemente do autismo clássico, porém, quem tem Asperger não apresenta comprometimento intelectual e retardo cognitivo. Por isso os primeiros sinais e sintomas do distúrbio costumam ser ignorados pelos pais, que os atribuem a características da personalidade da criança.

Os sinais e sintomas da síndrome de Asperger podem aparecer nos primeiros anos de vida da criança. Mas, em geral, são valorizados apenas na fase escolar quando as dificuldades aumentam.

O diagnóstico continua sendo um desafio pois não há exames laboratoriais ou marcadores. A avaliação é feita por neuropsicólogos que analisam aspectos cognitivos e comportamentais.

O tratamento é multidisciplinar podendo envolver médicos, neuropsicólogos, psicopedagogos e fonoaudiólogos. Medicamentos são utilizados apenas para tratar sintomas decorrentes de manifestações como ansiedade, depressão e irritabilidade.

 

Diagnóstico tardio

 

Não é raro a pessoa com Síndrome de Asperger só descobrir ser portadora quando adulta. O diagnóstico tardio costuma levar mais sofrimento ao indivíduo pela incompreensão de si mesmo e do entorno.

images-9Caso da cantora escocesa Susan Boyle que revelou ao jornal britânico ‘Observer’, que foi dianosticada há um ano com Síndrome de Asperger.

A cantora de 52 anos foi descoberta num programa de talentos em 2009 e se transformou em uma das mais bem sucedidas artistas do país.

 

10 coisas que a criança com Síndrome de Asperger gostaria que você soubesse!

 

Reproduzo aqui um vídeo que me emocionou. Ele foi feito pela Faculdade de Três Pontas (FATEPS) pela disciplina de Educação Especial Inclusiva.

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